Seu Voto Deixa Pegadas: informação para escolher o futuro que queremos 

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Família. Saúde. Segurança. Água limpa. Comida na mesa. Animais protegidos. Florestas em pé. Cidades preparadas para enfrentar eventos climáticos cada vez mais extremos. 

Pode não parecer, mas tudo isso também depende diretamente das escolhas que fazemos nas urnas. 

Quando votamos, não escolhemos apenas nomes para ocupar cargos públicos. Escolhemos quem participará das decisões sobre as leis, os investimentos e as políticas públicas que podem proteger (ou colocar em risco) os animais, a biodiversidade, a nossa saúde, os recursos naturais e a qualidade de vida das próximas gerações. 

É por isso que, nas eleições de 2026, o Instituto AMPARA Animal quer falar sobre política. Com informação, responsabilidade, coerência queremos discutir o futuro que precisamos construir. 

Nasce assim a campanha Seu Voto Deixa Pegadas, uma iniciativa para ajudar cada pessoa a compreender melhor o processo eleitoral, olhar além das promessas de campanha e fazer escolhas mais conscientes e embasadas nas urnas. 

Afinal, as marcas de um voto podem permanecer por muito mais tempo do que uma eleição. 

A causa animal também passa pela política ambiental 

Durante uma campanha eleitoral, não é difícil encontrar candidatos falando sobre proteção animal. Fotos com cães e gatos, visitas a abrigos, discursos contra maus-tratos, promessas de castração, adoção e proteção da fauna aparecem com frequência. 

Mas defender os animais exige olhar muito além disso, já que não existe bem-estar animal onde o ambiente está sendo destruído. 

Uma floresta desmatada significa perda de habitat e alimento para milhares de espécies. A contaminação por agrotóxicos pode atingir pessoas, animais domésticos e fauna silvestre. A flexibilização de regras ambientais pode aumentar riscos de desmatamento, incêndios, deslizamentos, enchentes e outros impactos. A destruição de ecossistemas compromete a água, o solo, o clima e a nossa própria saúde. 

Por isso, quando alguém afirma defender os animais, também precisamos perguntar: como essa pessoa se posiciona diante das decisões que afetam o ambiente do qual todos eles (e nós) dependemos? 

Felizmente, quando o candidato já exerceu um mandato, existe uma maneira importante de buscar essa resposta: olhar para o seu histórico. 

Ampare o Seu Voto: vá além do discurso 

Para tornar essas informações mais acessíveis, o Instituto AMPARA Animal criou o Painel Ampare o Seu Voto, uma ferramenta interativa que reúne registros de votações de deputados federais e senadores em pautas estratégicas relacionadas ao meio ambiente, à biodiversidade, aos povos indígenas, à saúde pública e ao bem-estar animal. 

A proposta é simples: permitir que qualquer pessoa possa comparar aquilo que é dito durante uma campanha eleitoral com decisões efetivamente tomadas no exercício de um mandato. 

Com poucos cliques, é possível consultar informações por parlamentar, partido, estado e tema. 

Isso também é importante porque, especialmente nas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados, não basta conhecer apenas o candidato. 

O voto dado a uma candidatura também contribui para a força eleitoral de seu partido ou federação e pode ajudar a eleger outros nomes da mesma legenda. Por isso, além de pesquisar a trajetória individual de quem pede seu voto, é importante conhecer os posicionamentos e a atuação do grupo político ao qual essa pessoa pertence. 

Como os votos foram analisados? 

A transparência é um dos princípios centrais do Ampare o Seu Voto. Por isso, o painel utiliza registros públicos e critérios definidos para o monitoramento das votações. 

Metodologia do monitoramento de votos 

O painel reúne e organiza dados públicos de votações do Congresso Nacional para mostrar como deputadas, deputados, senadoras, senadores e partidos se posicionaram em matérias com impacto sobre o meio ambiente, a biodiversidade, os povos indígenas, a saúde pública e a proteção animal.  

A análise considera registros referentes às votações realizadas a partir de 2021, abrangendo a última legislatura e parte da legislatura anterior, e utiliza exclusivamente informações disponíveis nos sistemas oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Dois dos projetos analisados, PL do Veneno (PL 6299/2002) e PL da Grilagem (PL 2633/2020), foram votados na legislatura anterior (2019–2022). Os demais projetos foram votados na legislatura atual. Por isso, parlamentares que não estavam eleitos ou não exerciam mandato na legislatura anterior não tiveram a oportunidade de votar nesses dois projetos, o que pode resultar em um número menor de votações registradas para esses casos na base do painel.

Foram incluídas na base as votações nominais realizadas em plenário, bem como votações de requerimentos de urgência ou de retirada de pauta diretamente relacionados à tramitação dos projetos analisados. Votações simbólicas, decisões tomadas em comissões sem registro individualizado e outros atos legislativos que não permitam identificar com segurança o voto de cada parlamentar não integram o painel.  

A análise considera os votos registrados como SIM ou NÃO. Abstenções e ausências são desconsideradas na classificação dos posicionamentos. Cada voto é classificado como pró meio ambiente ou contra o meio ambiente, de acordo com o conteúdo e os possíveis efeitos da matéria sobre a proteção ambiental, a biodiversidade, a saúde pública e o bem-estar animal. Para essa classificação, são consideradas a posição majoritária da comunidade científica e as análises e manifestações de organizações socioambientais.  

Os dados são disponibilizados em um painel interativo, com filtros por parlamentar, partido, Estado, Casa legislativa e projeto analisado. Dessa forma, qualquer pessoa pode consultar o voto individual de cada parlamentar e observar padrões de votação dos partidos.  

O painel não pretende avaliar toda a atuação parlamentar nem substituir uma análise completa dos mandatos. Como a metodologia considera, apenas votações nominais com registro individualizado em temas ligados a causa animal, ficam fora da base outras formas de atuação política, como participação em comissões, apresentação de projetos, discursos, articulações políticas, votações simbólicas, ausências e abstenções. Além, claro, de votações em outros temas importantes para sociedade. 

 Assim, os resultados representam o posicionamento dos parlamentares e dos partidos nas matérias e votações incluídas na metodologia, e não uma avaliação integral de sua atuação política. 

Todos os posicionamentos dos parlamentares são públicos e estão disponíveis nos sites de consulta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 

Quais pautas estão no Painel Ampare o Seu Voto? 

Para esta edição, foram selecionadas votações relacionadas a temas capazes de produzir impactos significativos sobre biodiversidade, proteção de biomas, saúde ambiental, territórios e bem-estar animal. 

Conheça as pautas analisadas: 

PL da Devastação — Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2159/2021) 

O PL 2159/2021, apelidado de “PL da Devastação”, institui a chamada Lei Geral do Licenciamento Ambiental, flexibilizando regras que hoje funcionam como barreira mínima contra desastres, desmatamento e contaminação em larga escala. Entre seus pontos centrais estão a ampliação de modalidades simplificadas como a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), a dispensa de licenciamento para diversas atividades e o enfraquecimento da participação de órgãos ambientais e indigenistas, inclusive com silêncio positivo em pareceres técnicos. 

Essas mudanças reduzem o poder de prevenção do Estado, transformando o licenciamento em mera formalidade administrativa e abrindo espaço para empreendimentos de alto risco sem estudos de impacto ambiental adequados. Votar a favor desse projeto significa apostar num modelo de desenvolvimento que prioriza velocidade de obras e ganhos privados em detrimento da segurança de comunidades humanas, da integridade dos ecossistemas e do bem-estar animal, que depende diretamente da existência de áreas saudáveis e protegidas. 

O que muda: amplia hipóteses de licenciamento simplificado ou dispensado e reduz a participação preventiva de órgãos técnicos em empreendimentos com potencial impacto ambiental. 

Por que importa: enfraquece a capacidade do Estado de prevenir desmatamento, contaminação, perda de habitat e danos a comunidades humanas e animais. 

Como o voto foi classificado: voto favorável à aprovação foi considerado contra o meio ambiente; voto contrário foi considerado pró meio ambiente. 

Veto nº 29/2025 à Lei Geral do Licenciamento Ambiental 

Ao sancionar a Lei 15.190/2025, derivada do PL 2159/2021, o Poder Executivo vetou diversos dispositivos considerados especialmente danosos à proteção ambiental, como trechos que simplificavam o Licenciamento Ambiental Especial (LAE) e ampliavam hipóteses de dispensa de estudos técnicos. Em sessão conjunta, o Congresso Nacional derrubou grande parte desses vetos, recolocando no texto mecanismos que facilitam licenciamento automático para obras e empreendimentos com potencial de impacto significativo. 

A posição das parlamentares e dos parlamentares nessa votação revela seu compromisso real com a integridade da legislação ambiental: quem rejeitou os vetos contribuiu para aprofundar o caráter de retrocesso da Lei Geral, enquanto quem os manteve buscou limitar os danos e recolocar princípios de prevenção e precaução no centro da política ambiental. Para a campanha, esse momento é chave para avaliar a coerência entre o discurso de defesa de animais e meio ambiente e a prática legislativa concreta. 

O que muda: a derrubada dos vetos recompõe dispositivos que facilitam licenciamento automático e reduzem salvaguardas técnicas em obras e atividades potencialmente impactantes. 

Por que importa: a votação mede se parlamentares buscaram conter danos da lei ou aprofundar sua flexibilização ambiental. 

Como o voto foi classificado: voto favorável à derrubada do veto foi considerado contra o meio ambiente; voto pela manutenção foi considerado pró meio ambiente. 

PL do Veneno — Agrotóxicos (PL 6299/2002) 

Conhecido como “Pacote do Veneno”, o PL 6299/2002 altera a Lei 7.802/1989 para flexibilizar regras de registro, fiscalização e uso de agrotóxicos no Brasil. O projeto propõe, entre outros pontos, substituir oficialmente o termo “agrotóxicos” por “pesticidas”, facilitar a concessão de registros temporários e reduzir prazos e exigências dos órgãos responsáveis pela proteção da saúde e do meio ambiente. Além disso, transfere atribuições de órgãos como Anvisa e Ibama para o Ministério da Agricultura, concentrando decisões sanitárias e ambientais em uma pasta voltada prioritariamente à produção agropecuária. Na prática, isso significa ampliar a exposição de pessoas, animais domésticos e fauna silvestre a substâncias tóxicas, aumentar a contaminação de solo e água e fragilizar mecanismos de monitoramento de resíduos, com efeitos diretos sobre biodiversidade e saúde pública. Estudos atuais vêm relacionando a intoxicação com agrotóxicos como causa de morte de mamíferos de grande porte como tamanduás-bandeira e antas em diferentes biomas. 

O que muda: flexibiliza regras de registro, fiscalização e uso de agrotóxicos, com maior centralização decisória no Ministério da Agricultura. 

Por que importa: pode ampliar exposição de pessoas, animais e ecossistemas a substâncias tóxicas e fragilizar controles de saúde pública e biodiversidade. 

Como o voto foi classificado: voto favorável à aprovação foi considerado contra o meio ambiente; voto contrário foi considerado pró meio ambiente. 

PL da Grilagem — Regularização fundiária (PL 2633/2020) 

O PL 2633/2020, apelidado de “PL da Grilagem”, altera a Lei 11.952/2009 e outras normas para ampliar o alcance da regularização fundiária em terras da União ocupadas irregularmente, inclusive em áreas de floresta e outros biomas sensíveis. Ao flexibilizar critérios e prazos, permitindo regularização autodeclaratória e aumentando o tamanho de propriedades que podem ser legalizadas sem vistoria, o projeto incentiva a conversão de invasões em títulos definitivos, recompensando práticas de ocupação ilegal, uma das maiores causas de desmatamento e queimadas no Brasil. 

Esse tipo de medida atua como motor da expansão da fronteira agropecuária sobre áreas de floresta, savanas e zonas úmidas, degradando habitats essenciais para milhares de espécies e aprofundando conflitos territoriais com comunidades tradicionais. Votar a favor do PL da Grilagem é optar por um modelo que legitima a perda acelerada de cobertura vegetal, com consequências irreversíveis para fauna, clima e segurança hídrica, em contradição direta com qualquer discurso de proteção animal. 

O que muda: amplia possibilidades de regularização de ocupações em terras públicas e reduz barreiras de controle sobre áreas sensíveis. 

Por que importa: sinaliza tolerância à ocupação ilegal e pode estimular desmatamento, queimadas, conflitos territoriais e perda de habitat. 

Como o voto foi classificado: voto favorável à aprovação foi considerado contra o meio ambiente; voto contrário foi considerado pró meio ambiente. 

PL dos Campos Nativos — Campos de Altitude (PL 364/2019) 

O PL 364/2019 trata da utilização e proteção da vegetação nativa dos Campos de Altitude associados ao bioma Mata Atlântica, propondo um regime jurídico próprio para corte, supressão, manejo e recuperação desses ambientes. Embora o projeto mencione conservação, ele retira os campos de altitude do escopo da Lei da Mata Atlântica e cria regras específicas que, em diversos pareceres técnicos, são apontadas como porta de entrada para maior flexibilização do uso agropecuário e da exploração desses ecossistemas. 

Os Campos de Altitude abrigam espécies endêmicas, comunidades de fauna adaptadas a condições particulares de clima e solo e funcionam como áreas de recarga hídrica importantes para regiões de montanha. Qualquer norma que fragilize sua proteção amplia riscos de perda de biodiversidade, erosão, escassez de água e mudanças microclimáticas. 

O que muda: cria regime jurídico próprio para os Campos de Altitude, com efeitos sobre corte, supressão, manejo e recuperação da vegetação nativa. 

Por que importa: esses ambientes concentram espécies endêmicas, cumprem papel hídrico relevante e podem perder proteção se o novo regime reduzir salvaguardas da Mata Atlântica. 

Como o voto foi classificado: voto favorável ao requerimento de retirada de pauta foi considerado pró meio ambiente; voto contrário foi considerado contra o meio ambiente. 

PL dos Superpoderes do MAPA (PL 5900/2025) 

O PL 5900/2025, apelidado de “Super MAPA”, acrescenta dispositivos à Lei da Política Agrícola para exigir manifestação técnica prévia do Ministério da Agricultura e Pecuária, ou órgão correlato, antes da edição de qualquer norma federal que afete espécies usadas em atividades produtivas. Em sua versão aprovada na Câmara, essa manifestação ganha caráter vinculante nos aspectos econômicos e produtivos, podendo esvaziar decisões de órgãos ambientais, de saúde e de conservação da biodiversidade. Na prática, estabelece que o MAPA defina regulamentos que busquem restringir espécies exóticas invasoras, proteger espécies ameaçadas, ajustar regras de pesca, aquicultura ou criação animal e fortalecer controles de biossegurança, sempre que considerar tais medidas prejudiciais à atividade produtiva. Votar a favor desse projeto significa deslocar o eixo regulatório de riscos ambientais e de bem-estar animal para uma lógica centrada quase exclusivamente em produtividade econômica, enfraquecendo a atuação de órgãos técnicos especializados em proteção ambiental. 

O que muda: exige manifestação técnica prévia do Ministério da Agricultura em normas federais que afetem espécies usadas em atividades produtivas, com potencial efeito vinculante em aspectos econômicos e produtivos. 

Por que importa: pode subordinar decisões ambientais, sanitárias e de conservação a uma lógica centrada em produtividade, reduzindo autonomia de órgãos técnicos especializados. 

Como o voto foi classificado: voto favorável à aprovação foi considerado contra o meio ambiente; voto contrário foi considerado pró meio ambiente. 

Alteração do Estatuto do Pantanal (PL 4392/2025) 

O PL 4392/2025 altera o Estatuto do Pantanal para reforçar medidas de proteção à integração entre planalto e planície, buscando reconhecer juridicamente a conexão hidrológica e ecológica que sustenta a dinâmica de cheias e secas típica do bioma. A proposta prevê ajustes na regulação de uso do solo, na proteção de áreas de recarga e na definição de atividades compatíveis com conservação, o que é visto por especialistas como avanço em relação à fragmentação normativa atual. 

Proteger o Pantanal significa proteger um dos maiores santuários de biodiversidade do planeta, com altíssima concentração de aves, mamíferos, répteis e peixes, além de garantir segurança hídrica e econômica para populações humanas que dependem de atividades sustentáveis como pesca artesanal, turismo de natureza e pecuária tradicional de baixo impacto. Por isso, votos favoráveis ao fortalecimento do Estatuto do Pantanal tendem a ser classificados como pró meio ambiente na base da campanha. 

O que muda: reforça a proteção da relação ecológica entre planalto e planície, reconhecendo a dinâmica hidrológica que sustenta o Pantanal. 

Por que importa: fortalece a conservação de um bioma estratégico para biodiversidade, segurança hídrica e atividades sustentáveis dependentes de ciclos naturais preservados. 

Como o voto foi classificado: voto favorável ao requerimento de urgência foi considerado pró meio ambiente; voto contrário foi considerado contra o meio ambiente. 

Marco Temporal — Terras indígenas (PL 490/2007) 

O PL 490/2007, conhecido como PL do Marco Temporal, busca restringir o reconhecimento e a demarcação de terras indígenas às áreas ocupadas até a data da promulgação da Constituição de 1988, relativizando direitos originários assegurados pela própria Carta magna. Estudos jurídicos e pareceres técnicos têm apontado sua inconstitucionalidade e os efeitos devastadores sobre territórios ainda em processo de demarcação, incluindo fragmentação de áreas contínuas, aumento de conflitos e facilitação da entrada de atividades como mineração e agronegócio em terras tradicionalmente indígenas. 

Terras indígenas preservadas são reconhecidamente barreiras contra o desmatamento, armazenam grandes estoques de carbono e abrigam alta diversidade de espécies, funcionando como corredores ecológicos vitais para fauna em vários biomas, em especial Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Votar pela aprovação do Marco Temporal é, portanto, votar contra um dos instrumentos mais eficazes de conservação da biodiversidade e proteção de modos de vida que garantem coexistência entre humanos e animais em ambientes relativamente íntegros. 

O que muda: restringe o reconhecimento de terras indígenas ao marco de ocupação em 1988, reduzindo a proteção de territórios ainda em processo de demarcação. 

Por que importa: terras indígenas são barreiras comprovadas contra desmatamento e funcionam como corredores ecológicos essenciais para biodiversidade e estabilidade climática. 

Como o voto foi classificado: voto favorável à aprovação foi considerado contra o meio ambiente; voto contrário foi considerado pró meio ambiente. 

Estatuto do Pantanal (PL 5482/2020) 

O PL 5482/2020, conhecido como Estatuto do Pantanal, estabelece normas para a conservação, proteção, restauração e uso sustentável do bioma Pantanal, considerado patrimônio nacional pela Constituição. A proposta cria diretrizes para manejo do fogo, prevenção de incêndios, turismo sustentável, recuperação ambiental e atividades compatíveis com a dinâmica ecológica do bioma. 

O Pantanal é uma das maiores áreas úmidas do planeta e abriga grande diversidade de fauna e flora, além de depender de um equilíbrio hidrológico delicado para manter seus serviços ecológicos. Por isso, uma lei específica para o bioma é importante para enfrentar desmatamento, queimadas e ocupação desordenada, ao mesmo tempo em que fortalece atividades de baixo impacto, como pesca artesanal, ecoturismo e pecuária sustentável. 

O que muda: cria um marco legal específico para proteger e orientar o uso sustentável do Pantanal. 

Por que importa: reforça a conservação de um bioma altamente vulnerável, essencial para biodiversidade, água e economia local. 

Como o voto foi classificado: no Senado, o voto SIM ao requerimento de urgência foi considerado pró meio ambiente 

Informação também é uma forma de proteger 

O Painel Ampare o Seu Voto é uma das ferramentas da campanha Seu Voto Deixa Pegadas, mas a proposta vai além de mostrar como parlamentares votaram. 

Queremos ajudar cada pessoa a compreender melhor o processo eleitoral, conhecer o papel dos cargos que estarão em disputa, entender como funcionam o Congresso e a aprovação das leis, pesquisar candidatos e partidos, reconhecer informações falsas ou enganosas e encontrar fontes confiáveis antes de tomar uma decisão. 

Por isso, a campanha também reúne conteúdos educativos e o Guia do Voto Animal, criado para tornar essas informações mais simples e acessíveis. 

Não queremos dizer em quem você deve votar. Queremos oferecer informação para que você possa pesquisar, comparar, questionar e decidir. 

Porque votar de forma consciente também significa olhar além de uma foto com um animal no colo, de uma promessa feita durante a campanha ou de uma fala bonita sobre sustentabilidade. 

Significa perguntar. 

O que esse candidato já fez? Como votou? Qual é o histórico do seu partido? Suas decisões são coerentes com aquilo que ele diz defender agora? 

Seu voto deixa pegadas. Que marcas você quer deixar? 

Os animais não escolhem quem vai representá-los. As florestas não votam. Os rios não escolhem quais leis vão protegê-los. E as próximas gerações ainda não podem participar das decisões que vão determinar o mundo que encontrarão no futuro. 

Nós podemos. 

As eleições são uma oportunidade de transformar preocupação em participação e exigir que a proteção dos animais e do meio ambiente deixe de ser apenas uma promessa de campanha para fazer parte, de fato, das decisões políticas do país. 

Antes de votar, informe-se

Consulte o Painel Ampare o Seu Voto e compare discursos com votos reais. 

Baixe o Guia do Voto Animal e conheça ferramentas para pesquisar candidaturas, partidos e informações eleitorais. 

Compartilhe a campanha para que mais pessoas possam fazer escolhas conscientes e cobrar coerência de quem pede sua confiança nas urnas. 

E, depois das eleições, continue acompanhando. Porque cidadania não termina quando apertamos “confirma”. 

Seu voto deixa pegadas. E o futuro de todos também passa por elas. 

Acesse o site da campanha: https://institutoamparanimal.org.br/eleicoes/

Instituto Ampara Animal

Somos uma ONG sem fins lucrativos, fundada e liderada por mulheres em 2010. Hoje, temos o titulo de OSCIP, reconhecendo nossa transparência e nos tornamos a maior organização de proteção e defesa animal do país, entre as 100 melhores ONGs do Brasil. Nosso propósito é transformar a sociedade por meio de ações de advocacy, educação e conscientização sobre os direitos dos animais.

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