PL 941/2024: O que muda na guarda de pets em casos de separação no Brasil?

Familia com cachorro
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Entenda o avanço da legislação na guarda de pets e o impacto no bem-estar animal

O Projeto de Lei nº 941/2024, de autoria da Deputada Laura Carneiro (PSD/RJ), representa um avanço importante na forma como a legislação brasileira trata a guarda de pets em casos de separação.

A Câmara dos Deputados aprovou o texto em 26 de março de 2025, e o Senado Federal também aprovou a proposta em 31 de março de 2026.

O projeto foi encaminhado à Casa Civil em 06 de abril de 2026 e, em 17 de abril de 2026, foi sancionado pela Presidência da República, passando a vigorar como lei em todo o país.

O que diz o PL 941/2024? 

O texto trata da guarda de pets na dissolução de casamento ou união estável. 

De acordo com o texto, quando não houver acordo entre as partes sobre com quem ficará o animal, caberá ao juiz determinar: 

  • A guarda compartilhada.  
  • A divisão equilibrada das despesas com a manutenção do animal.  

Na prática, a proposta busca regulamentar uma situação cada vez mais comum e que, até então, não possuía diretrizes claras na legislação brasileira.

Como funcionará a guarda compartilhada de pets?

Nos casos em que a Justiça estabelecer a guarda compartilhada, as partes deverão definir o tempo de convivência com o animal com base em critérios que priorizem seu bem-estar, como:

  • O ambiente adequado para moradia.
  • As condições de cuidado, zelo e sustento. 
  • A disponibilidade de tempo de cada tutor.

Além disso, o projeto também define como as partes deverão dividir as despesas:

  • Custos com alimentação e higiene ficam sob responsabilidade de quem estiver com o animal no período. 
  • As partes deverão dividir igualmente os custos de consultas veterinárias, internações e medicamentos.

Quando a guarda compartilhada não será permitida?

O PL também traz um ponto fundamental: a proteção do pet em situações de risco. 

A guarda compartilhada não será autorizada quando houver: 

  • Histórico ou risco de violência doméstica e familiar.  
  • Ocorrência de maus-tratos ao animal.  

Portanto, nesses casos, a Justiça retirará a guarda do agressor e concederá esse direito à outra parte.

Por que aplicar o Direito das Famílias é um avanço? 

Outro destaque importante do projeto é a definição de que processos envolvendo a guarda de animais deverão seguir as regras do Direito das Famílias. 

Na prática, a decisão resolve uma divergência existente nos tribunais brasileiros, que ainda discutem se esses casos envolvem questões familiares ou disputas patrimoniais, como bens.

Recentemente, decisões judiciais chegaram a afastar a aplicação do Direito das Famílias em disputas envolvendo animais, o que evidencia a necessidade de uma regulamentação clara. 

Desta forma, o PL 941/2024 muda a forma como a Justiça trata os animais, deixando de classificá-los como objetos e considerando seu bem-estar nas decisões judiciais.

A visão do Instituto Ampara Animal 

O Instituto Ampara Animal vê o PL 941/2024 como um avanço necessário. 

A proposta regulamenta uma realidade já presente em milhares de lares brasileiros e reforça a importância de garantir os direitos e o bem-estar dos animais, mesmo em situações de separação. 

Reconhecer que os animais são parte da família é um passo fundamental para uma legislação mais justa e alinhada com a sociedade atual. 

Conclusão 

O avanço do PL 941/2024 mostra que a legislação brasileira está, aos poucos, acompanhando as mudanças nas relações entre humanos e animais. 

Por fim, garantir critérios claros para a guarda de pets em separações não é apenas uma questão jurídica, é uma forma de proteger vínculos e assegurar o bem-estar daqueles que não podem se defender sozinhos. 

Instituto Ampara Animal

Somos uma ONG sem fins lucrativos, fundada e liderada por mulheres em 2010. Hoje, temos o titulo de OSCIP, reconhecendo nossa transparência e nos tornamos a maior organização de proteção e defesa animal do país, entre as 100 melhores ONGs do Brasil. Nosso propósito é transformar a sociedade por meio de ações de advocacy, educação e conscientização sobre os direitos dos animais.

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