ESG e bem-estar animal ganham espaço em um mercado de US$ 1,1 trilhão em investimentos

Juliana Camargo
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Juliana Camargo, presidente do Instituto Ampara Animal, destaca que proteger animais gera valor social, ambiental e econômico para as empresas e para a sociedade.

Juliana Camargo

Foto: Juliana Camargo, presidente e fundadora do Instituto Ampara Animal. Crédito de Imagem: Rafael Cusato

A economia de impacto é um modelo de atuação que busca gerar resultados sociais e ambientais positivos, mantendo a sustentabilidade financeira de empresas e setores. Diferente de ações pontuais de responsabilidadesocial, ela orienta investimentos e projetos capazes de transformar realidades de forma concreta e mensurável. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os investimentos nessa área já ultrapassam US$ 1,1 trilhão no mundo, e o Brasil tem perspectiva de crescimento. Isto é, impulsionado por políticas públicas e pela demanda de investidores por soluções que unam retorno financeiro e impacto positivo.

Dentro desse contexto, a causa animal ganha relevância crescente, visto que o cuidado e a proteção de animais refletem valores sociais como compaixão e justiça. Além disso, se conectam ao conceito de saúde única, que integra saúde humana, animal e ambiental.

Promover a Proteção Animal

“Promover a proteção animal é reconhecer que o bem-estar dos animais está ligado à saúde da população no geral, à preservação do meio ambiente e ao fortalecimento das comunidades, o que está diretamente conectado à economia de impacto. Cada ação concreta gera efeitos positivos que se multiplicam na sociedade como um todo”, destaca Juliana Camargo, presidente e fundadora do Instituto Ampara Animal, maior organização de proteção e defesa animal do Brasil.

Os projetos voltados à causa animal geram resultados concretos em diferentes frentes desta economia. No plano social, campanhas educativas, programas de adoção responsável e iniciativas de voluntariado fortalecem comunidades e criam redes de apoio. No meio ambiental, ações como preservação de espécies, reintrodução de animais silvestres e combate ao tráfico contribuem para a biodiversidade e para o equilíbrio dos ecossistemas. Já no plano econômico, integrar a causa animal às estratégias corporativas pode gerar diferenciação de marca. Bem como, engajamento de consumidores conscientes, atração e retenção de talentos, além de valor sustentável de longo prazo.

“Projetos de proteção animal demonstram que alocar recursos no bem-estar dos animais também significa investir em soluções estratégicas para a sociedade como um todo, promovendo inovação e gerando valor de forma concreta”, explica Juliana Camargo.

Investindo em economia de impacto: oportunidades estratégicas para empresa

Engajar-se na causa animal representa para as empresas uma oportunidade de gerar valor mensurável. Organizações que incorporam a proteção animal em suas agendas de ESG e economia de impacto fortalecem a reputação da marca. Ou seja, conquistam vantagem competitiva, mitigam riscos e acessam novos mercados, especialmente entre consumidores que valorizam sustentabilidade e responsabilidade. A colaboração com instituições de proteção animal amplia o alcance das iniciativas, oferecendo recursos, conhecimento e redes que potencializam resultados sociais, ambientais e econômicos.

Grandes marcas têm participado de ações voltadas à proteção animal, como o patrocínio de eventos de adoção, que ampliam a visibilidade da causa e aproximam o público do tema do bem-estar animal.

Um exemplo é o programa “Adotar é Tudo de Bom”, desenvolvido em parceria com a Pedigree. Empresas do setor de alimentos, como o Carrefour, também promovem campanhas de adoção junto ao Instituto Ampara Animal. Isto fortalece a conscientização sobre a adoção responsável e incentiva práticas éticas no ambiente corporativo.

Além disso, outra forma de gerar impacto é por meio do desenvolvimento de produtos sustentáveis. Permitindo às empresas se posicionarem como líderes em inovação e responsabilidade social, atraindo consumidores que priorizam práticas éticas e conscientes.

“Investir na causa animal é uma decisão estratégica que gera impacto positivo mensurável, fortalece a imagem da empresa e contribui para soluções sustentáveis que beneficiam negócios e sociedade. Contar com uma organização especializada é fundamental para que os projetos sejam realizados de forma estruturada e segura.

Inclusive, ações voltadas à economia de impacto promovem transformação social concreta, que pode ser medida e reportada, reforçando o compromisso da empresa com sua agenda de ESG”, enfatiza Juliana Camargo, presidente do Instituto Ampara Animal.

Sobre o Instituto Ampara Animal:

O Instituto Ampara Animal é uma organização não governamental sem fins lucrativos, 100% brasileira, fundada e liderada por mulheres com visão transformadora que atua em âmbito nacional. Criada em 2010, é reconhecida  pela sua seriedade, transparência e compromisso com a causa animal.

Em 2015, consolidou-se como a maior e mais relevante organização de proteção e defesa animal do Brasil. Em 2019, passou a integrar a lista das 100 melhores ONGs do país, com destaque na região Sudeste. Sua missão é transformar a sociedade por meio de ações ativas e preventivas, com foco em advocacy, educação e sensibilização sobre os direitos dos animais. Acesse o site e saiba mais!

Instituto Ampara Animal

Somos uma ONG sem fins lucrativos, fundada e liderada por mulheres em 2010. Hoje, temos o titulo de OSCIP, reconhecendo nossa transparência e nos tornamos a maior organização de proteção e defesa animal do país, entre as 100 melhores ONGs do Brasil. Nosso propósito é transformar a sociedade por meio de ações de advocacy, educação e conscientização sobre os direitos dos animais.

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