O trabalho pela fauna que quase ninguém vê: os “bastidores” da Conservação da Biodiversidade

Onça-pintada
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Quando pensamos na conservação da biodiversidade, é comum imaginar biólogos e veterinários atendendo animais, equipes realizando solturas e pesquisadores em meio às florestas. 

Esse trabalho existe e também faz parte da rotina do Instituto AMPARA Animal. 

São os projetos de reabilitação, o Programa Binóculos da Liberdade, as ações de educação ambiental, o Mantenedor de Fauna, os programas de monitoramento e tantas outras iniciativas que aproximam a sociedade da conservação da biodiversidade e da Ciência. 

Mas existe uma outra frente de atuação, muito menos conhecida. E igualmente importante. 

É um trabalho que dificilmente aparece em fotografias. Não termina com uma soltura emocionante ou rende vídeos que viralizam nas redes sociais. Muitas vezes acontece em reuniões técnicas, em campo, em análises científicas, discussões sobre políticas públicas e decisões que podem definir o futuro de populações ou espécies inteiras.  

É o trabalho de bastidores da conservação. 

Conservação é construída em rede 

Nenhuma instituição protege a biodiversidade sozinha. Os desafios enfrentados pela fauna brasileira são complexos e exigem a atuação conjunta de pesquisadores, órgãos públicos, universidades, organizações da sociedade civil e profissionais de diferentes áreas. 

Por isso, além dos projetos que executa diretamente, o Instituto AMPARA Animal também atua ao lado de diversas instituições em ações técnicas e estratégicas para fortalecer a conservação da fauna silvestre em todo o país, como a participação em Planos de Ação Nacionais (PANs), coordenados pelo ICMBio. 

Embora essas iniciativas nem sempre atraiam tanta atenção do público, elas fazem parte de um trabalho contínuo que fortalece toda a rede de conservação brasileira. 

Participando das decisões que ajudam a proteger espécies 

Os Planos de Ação Nacionais para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN) reúnem especialistas de diferentes instituições para definir prioridades, estratégias e ações voltadas à conservação de espécies ameaçadas. 

O Instituto AMPARA Animal integra, por exemplo, o PAN Tamanduás e Tatus (PAN TATA), PAN de Canideos e  PAN Grandes Felinos (#pangrandesfelinos)

Participar desses grupos significa contribuir tecnicamente para decisões que orientarão pesquisas, manejo, políticas públicas e estratégias de conservação em todo o território nacional nos próximos anos. 

É um trabalho silencioso, mas capaz de gerar impactos que ultrapassam os limites de qualquer projeto individual e direcionam ações com impacto direto na conservação das espécies e em seus ecossistemas. 

Coexistir também é conservar 

Outro espaço importante de atuação é a participação em redes colaborativas voltadas à convivência entre pessoas e fauna silvestre. 

Entre elas está a Rede Pantaneira pela Coexistência Humano-Onça,  formada por diferentes instituições e coordenada pela entidade parceira WWF , que trabalham para reduzir conflitos entre comunidades humanas e grandes felinos, buscando soluções baseadas na ciência, no diálogo e na conservação. Também fazemos parte da coalizão Sou Amigo da Fauna, com ações de combate ao tráfico de animais silvestres, entre outras redes como o Observatório do Clima e o GT Animal da Frente Parlamentar Ambientalista. 

Conservar uma espécie não significa apenas protegê-la dentro de áreas naturais. Também significa construir caminhos para que pessoas e animais consigam compartilhar o mesmo território de forma mais segura. 

Quando a experiência técnica faz diferença 

Em diversas situações, o Instituto também oferece apoio técnico a órgãos ambientais e equipes responsáveis pelo atendimento de ocorrências envolvendo animais silvestres. 

Foi o que aconteceu, por exemplo, durante o episódio envolvendo uma onça-pintada que apareceu em uma área urbana de Mandaguari, Paraná. 

Nesses momentos, especialistas podem ser convidados para contribuir com avaliações técnicas sobre as alternativas mais seguras para os animaisl e para as pessoas envolvidas. 

Cada situação é única e exige decisões rápidas, criteriosas e fundamentadas em conhecimento científico. 

Nem sempre esse trabalho aparece para a sociedade, mas ele pode ser decisivo para o desfecho de uma ocorrência. 

Defender a biodiversidade também acontece fora da floresta 

A conservação depende de uma estrutura que propicie a coexistência e que entenda o ambiente como um bem de todos. Ou seja, ela também passa pelas leis que protegem os ecossistemas, pelas políticas públicas que orientam a gestão ambiental e pelas decisões tomadas nos espaços de discussão da sociedade. 

Por isso, o Instituto AMPARA Animal também acompanha projetos de lei, participa de mobilizações em defesa da biodiversidade e atua em processos de incidência política (advocacy), contribuindo com posicionamentos técnicos sempre que medidas possam impactar a fauna brasileira. 

Afinal, proteger um animal também significa proteger o ambiente onde ele vive e as leis que garantem sua existência. 

Um trabalho que nem sempre aparece, mas faz toda a diferença

Ações Instituto Ampara Animal

Grande parte da conservação acontece longe dos holofotes. 

Ela está nas reuniões que definem estratégias nacionais, nas redes de colaboração entre instituições, nas expedições técnicas, no apoio a órgãos públicos, na construção de políticas ambientais e nas inúmeras decisões tomadas antes mesmo que um animal precise ser resgatado. 

É um trabalho coletivo, contínuo e, muitas vezes, invisível para quem acompanha apenas o resultado final. 

Mas é justamente essa atuação de bastidores que fortalece projetos, amplia impactos e ajuda a construir um futuro mais seguro para a fauna silvestre brasileira. 

Porque conservar a biodiversidade não é apenas cuidar dos animais que vemos. 

É também trabalhar, todos os dias, para proteger aqueles que talvez nunca conheçamos, mas que continuam desempenhando um papel essencial para o equilíbrio da vida em nosso planeta. 

Instituto Ampara Animal

Somos uma ONG sem fins lucrativos, fundada e liderada por mulheres em 2010. Hoje, temos o titulo de OSCIP, reconhecendo nossa transparência e nos tornamos a maior organização de proteção e defesa animal do país, entre as 100 melhores ONGs do Brasil. Nosso propósito é transformar a sociedade por meio de ações de advocacy, educação e conscientização sobre os direitos dos animais.

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