Estamos vivendo a Sexta Extinção em Massa, e ela tem um responsável conhecido 

Lobo-guará, espécie ameaçada de extinção
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Você sabia que o planeta Terra já passou por cinco grandes extinções em massa? Foram momentos da história em que a vida quase desapareceu do planeta. A mais conhecida aconteceu há cerca de 66 milhões de anos, quando a maior parte dos dinossauros foi extinta após o impacto de um grande asteroide. Já as outras extinções aconteceram muito antes disso, causadas por mudanças climáticas drásticas, erupções vulcânicas gigantescas e até alterações na química dos oceanos. 

Esses eventos foram devastadores e aconteceram ao longo de milhares ou até milhões de anos. Porém, a grande diferença da extinção atual é a velocidade. Ela começou há apenas algumas centenas de anos e já apresenta impactos comparáveis aos dos grandes eventos do passado. Dessa forma, isso mostra o quão profundamente a espécie humana consegue afetar a biodiversidade em um curto espaço de tempo.

A ciência confirma: estamos acelerando a perda de espécies

 Um estudo publicado em 2015 por pesquisadores da Universidade Stanford acendeu um alerta global. Nele, os cientistas compararam a taxa atual de extinção com a chamada “taxa de fundo”, que representa o ritmo natural de desaparecimento de espécies ao longo do tempo, sem interferência humana.

O resultado é alarmante: as espécies estão desaparecendo de 8 a 100 vezes mais rápido do que o esperado em condições naturais (Ceballos et al., 2015). Portanto, isso quer dizer que, em vez de perder uma espécie a cada mil anos, estamos perdendo dezenas ou até centenas a cada século.

As principais causas dessa perda acelerada incluem:

  • Desmatamento e destruição de habitats
  • Poluição da água, do solo e do ar
  • Caça e pesca ilegais
  • Introdução de espécies invasoras
  • Mudanças climáticas

Dessa forma, pela primeira vez na história do planeta, uma única espécie é responsável por desencadear uma extinção em massa: o ser humano.

Por que isso importa para nós?

A perda de biodiversidade afeta diretamente nossa qualidade de vida e até nossa sobrevivência. Plantas e animais sustentam ecossistemas dos quais dependemos para ter água limpa, ar puro, solo fértil, alimentos e até medicamentos. Cada espécie perdida é uma peça a menos em um quebra-cabeça que sustenta toda a vida no planeta, inclusive a nossa. Além disso, todos os seres vivos têm o direito intrínseco de prosperar. 

 Ainda há esperança – e a solução está em nossas mãos

Todavia, a boa notícia é que, justamente por sermos a causa, também podemos ser a solução. Ainda há tempo para reverter esse cenário com políticas públicas mais fortes, proteção de habitats naturais, combate ao tráfico de animais, incentivo à agroecologia e mudanças no nosso estilo de vida. 

Portanto, proteger a biodiversidade não é só uma questão ambiental. É uma questão de sobrevivência. Precisamos agir agora, enquanto ainda há esperança. 

 Referência científica: 

CEBALLOS, Gerardo et al. Accelerated modern human – induced species losses: Entering the sixth mass extinction. Science advances, v. 1, n. 5, p. e1400253, 2015. Leia aqui

Texto escrito por Filipe Reis, Coordenador de Biodiversidade do Instituto Ampara Animal.

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Instituto Ampara Animal

Somos uma ONG sem fins lucrativos, fundada e liderada por mulheres em 2010. Hoje, temos o titulo de OSCIP, reconhecendo nossa transparência e nos tornamos a maior organização de proteção e defesa animal do país, entre as 100 melhores ONGs do Brasil. Nosso propósito é transformar a sociedade por meio de ações de advocacy, educação e conscientização sobre os direitos dos animais.

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